21 dicas para se inspirar nos caras mais estilosos do cinema.

Mais do que qualquer passarela de moda, o que ajudou a construir o estilo de muitos homens ao longo dos anos foi a indústria dos filmes. Quem nunca se sentiu um James Bond com um terno alinhado ou ficou com vergonha alheia daquele cara com a costeleta do Wolverine andando na rua (sim, ele veio do gibi e ninguém andava assim antes dos filmes)?

As referencias são inúmeras, mas normalmente os clássicos mais antigos são os que nos vem à memória quando o assunto é estilo: Os embalos de sábado à noiteTop GunO Selvagem de MotocicletaBullit,  Juventude Transviada e por aí vai.

Pensando nisso, resolvi escolher só personagens de filmes feitos após 1980. Desta maneira, você  recebe mais informações que desconhece ou que passaram batidas em qualquer primeira olhada.

É chegada a hora de (re)conhecer alguns dos caras mais “presença” que passaram pelo cinema nos últimos 35 anos!

Ah! Vale ressaltar que o onipresente James Bond está fora desta lista. Sinto muito, hors concours.

Sem mais delongas, vamos aos escolhidos:

21. Remy (Jude Law) – Repo Men, 2010

A primeira manga curta presença de um filme de ação a gente nunca esquece! Finalmente, um filme que se passa no futuro com uma evolução de vestuário que faz sentido!

20. Mills (Brad Pitt) – Se7en, 1995

Isto, senhores, são os anos noventa dizendo “olá!”.

A essência toda reunida da maneira mais cool possível: detetive durão, cabelo começando a arrepiar, gravatas yuppies, jaquetas quase esportivas por cima das camisas e, de quebra, o cavanhaque que moldou o queixo de uma geração.

 

19. Loki (Jake Gylenhaal) – Prisoners, 2013

Eis a geração de detetives dos anos 10!

Com seu jeito psicótico de ser, camisa abotoada até em cima sem gravata (isso sempre dá o “grau freak”), a jaqueta que evoluiu para um blusão acompanhado de gorro para cobrir o cabelo zerado nas laterais e grande e penteado na parte de cima.

Anéis e tatuagens aparentes fecham o policial deslocado contemporâneo.

 

18. Jerome (Jude Law) – Gattaca, 1997


blasé

O cadeirante mais presença da história do cinema, tão presença que o Ethan Hawkepassa o filme todo querendo ser ele. Se a tristeza fosse estilosa, ela se chamaria Jerome.

Suas roupas estão sempre de acordo com a paleta de cores do ambiente, sua roupa formal evita ao máximo o preto, algo que só é feito por quem sabe muito sobre harmonia de cromática.

17. Bodhi (Patrick Swayze) – Point Break, 1991

Lembra o estilo surfista que dominou o mundo nos anos noventa?

Conheça um dos principais culpados. Roupas sem saturação para ressaltar o bronzeado maneiro e as madeixas de ouro. Esse era Bodhi, o vida mais loka do surf.

16.  Jacob (Ryan Gosling) – Crazy, Stupid Love, 2011

Será que todo Jacob precisa mostrar o abdômen no cinema? Jamais saberemos.

O que podemos dizer é que este senhor nos dá uma aula de combinações de roupa. Pra nós e pro virgem do Steve Carrel.

Além de fazer escolhas pouco óbvias (como um terno vinho), Jacob também prova que é possível se vestir com roupas sociais e não ficar nem um pouco mauricinho. Aprenda aqui que ternos não precisam de gravatas e seja feliz.

15. Harry Angel (Mickey Rourke) – Angel Heart, 1987


Tempo de Matar

O personagem mais suado do cinema, até ser ultrapassado por Matthew Mcconaughey em , é também um dos mais estilosos. Roupas claras para aguentar um calor dos infernos em busca de respostas em uma Nova Orleans recheada de vodus e misticismo.

Como a barba é por fazer e o cabelo é oleoso e penteado, mas não muito, Harry usa aqui um bom truque para não cair no clássico estilo cafetão de terno: sua camisa de gola mais mole (provavelmente de linho) e o principal: constantemente abotoada até o topo.

14. Daniel (Daniel Day-Lewis) – There Will Be Blood, 2007

Não se trata de ser mocinho ou vilão, mas de sobreviver. E ninguém sobrevive com mais presença do que nosso transtornado Daniel que, até na última cena do filme, está absurdamente bem vestido.

Um dos grandes segredos: até quando aparece extremamente sujo, ele costuma estar vestido formalmente. Isso acaba criando o contraste perfeito para exaltar literalmente quem é Daniel, um homem de negócios selvagem.

13. Saito (Ken Watanabe)  – Inception, 2010

O filme inteiro é um festival de caras presença, mas ninguém consegue ser tão quanto nosso samurai moderno, Saito.

Fala sério, jovem, você já jantou com tanto estilo?

 

12. Steve Zissou (Bil “Fucking” Murray) – The Life Aquatic with Steve Zissou, 2004

Poucos souberam ser tão estranhos e tão bacanas quanto este herói. E menos ainda souberam usar um gorro vermelho com tanta panca.

Assim como o gorro, tudo nesse filme parece muito estranho e surreal, mas dá certo no final. E o fator mais importante de todos: é o Bill Murray.

11. John Dilinger (Johnny Depp) – Public Enemies, 2009

O mocinho até tenta, mas não é páreo para o combo de composições classudas de Dilinger.

Mais uma vez o que cria o grande destaque de presença é o contraste. Um homem impecavelmente arrumado, vestido sempre com o que de melhor havia na época e, ao mesmo tempo, em oposição, zombava destas mesmas formalidades ao ser um homem que não seguia nenhum parâmetro legal e, quase todas as vezes, moral.

Vilões dos anos 30: impossível superá-los.

10. Léon (Jean Reno) – Léon: The Professional, 1994

Óculos redondo de psicopata, toquinha de pescador irlandês e roupas de padeiro pobre francês.

Tinha tudo para dar errado, mas dá certo! Acrescente um vasinho de planta e finito, está feito o matador mais gente fina da vizinhança. Quer saber? Dê um jeito e veja todo este estilo em movimento, assista esta semana se possível o trio de protagonistas mais estilosos da história.

9. Rusty (Brad Pitt) – trilogia Ocean’s,  2001 – 2007

O George Clooney bem que tentou, mas sua cara de “vai um nescafé, princesa?” não foi páreo pro rei do terno claro, Brad Pitt.

Ok, vamos dar alguma mérito ao George! Não tenho dúvida que este pedaço de tatuagem aparecendo na mão tem a ver com o longiquo e divertido Drink no Inferno.

É importante dizer que a postura sempre ereta no estilo “galo de briga” ajuda a deixar o terno menos almofadinha e sua cartela de cores é pensada exatamente para funcionar bem com uma pessoa caucasiana loira. É possível notar muitos verdes, alguns tons terrosos e muitas variações de cinza.

8. Luke (Ryan Gosling) – The Place Beyond the Pines, 2012

Luke pode até tomar todas as decisões importantes da sua vida de maneira errada, mas ele não dá bola fora na hora de escolher o que vestir antes de sair destruindo sua existência. As tatuagens são um excesso controlado pelas camisetas puídas de quem está sempre envolvido em alguma coisa muito física (as minas piram nas coisas muito físicas).

Sujo, bandido, sem causa e com uma jaqueta vermelha, ele é a juventude transviada que curte Metallica.

 

7. Nikolai (Viggo Mortensen) – Eastern Promisses, 2007

A definição de sobriedade. Sério, sempre vestido formalmente e muito discreto. Só não passa desapercebido pois toda esta formalidade acaba servindo pra acentuar ainda mais suas tatuagens de símbolos e signos da máfia russa.

O cara é tão estilo que com certeza se trata do primeiro cara que você vê lutando pelado e pensa “puta, que nego presença, hein?”. Todos os seus trajes, embora alinhados, são consideravelmente discretos. É por isso que ele pode abusar de outros “reforços” de personalidade: tatuagens, relógios, gel no cabelo penteado e tudo mais, sem que fique parecendo um gigolô.

06. Frank Lucas (Denzel Washington) – American Gangster, 2007

Não sei se a justica é cega, mas se for, está perdendo uma lição e tanto.

O réu que governou as ruas do Harlem nos anos 70 já transbordava muito estilo bem antes de ser pego. Impecável e implacável, este era Frank Lucas, sempre ligeiro na hora de combinar roupas com seu tom de pele, optando por cores quentes e com predominância de tons terrosos.

Obs: rara trilha sonora, nada óbvia e a altura da panca monstro do chefão.

 

05. Mr o’Brien (Brad Pitt) – The Tree of Life, 2011

O filme com o pior final já filmado rende mais do que isso, ora lá. Rende o melhor que os anos 50 já produziram de harmonia entre cabelo, lifestyle, vestuário e ambiente.

Quase monocromático, Brad ensina que o estilo (e Deus) está(ão) nos detalhes. Mais uma vez, as apostas são em composições que se camuflam nas cores do ambiente, explorando sempre a sutileza do uso de baixas saturações.

 

04. Jep Gambardella (Toni Servillo) – La Grande Bellezza, 2013

Alguém que existe para seduzir não só as mulheres, mas a vida.

Este é Jep. Entre uma avaliação da vida e outra, ele desfila seu hall de combinações inusitadas e matadores, com a maestria dos raros que têm segurança para fazê-lo. Roupas formais em cores inusitadas destacam este personagem deslocado do mundo. Se todos estão coloridos ele veste preto e branco, se o mundo é sombrio, Jep aposta em colori-lo, tudo isso, é claro, com um nível altíssimo de harmonia cromática.

3. Gatsby (Leo DiCaprio) – The Great Gatsby, 2013

Extremamente ousado e ainda assim inocente. Este é Gatsby.

Suas roupas são apenas uma extensão de sua personalidade. Aliás, nunca vi retratarem tão bem a condição psicológica de alguém por meio do vestuário. É possível ver a todo instante quem é Gatsby, um bom garoto ingênuo procurando causar boa impressão em seu primeiro bailinho da puberdade.

De maneira clara, mas sem se tornar chamativo, entendemos todas as nuances desse segundo, mas solitário, Romeu, vivido por Leonardo DiCaprio.

 

2. Vincent (Tom Cruise) – Collateral, 2004

Ele não precisa de detalhes como cinto ou gravata, apenas um conjunto de tons de cinza fazem dele o assassino mais da história do cinema. Impossível não associá-lo a figura de um lobo solitário, cada vez mais só e ferido, embora ainda orgulhoso de sua majestade, procurando no corvo Max um pouco da própria humanidade.

 

01. Dickie Greenleaf (Jude Law) – TheTalented Mr. Ripley, 1999

Jude Law realiza aqui sua obra-prima. Se este não é o melhor filme já feito (e com certeza não o é), ele tem mérito de ser o filme que mais tornou tátil um sentimento.

É possível, durante toda a película, entender o desejo que Ripley tem por Dickie. Não só de sê-lo, mas de querê-lo. Dickie é amado pelos amigos, desejado por homens e mulheres e parece querer a todo momento rivalizar com a grandeza da vida, em um momento a desafiando aos berros num bar em outro conseguindo tornar simples o que é complexo e triste.

Seu estilo tem toda a atmosfera da vida que leva: displicente, mas harmoniosa. Simples, mas intensa. Mais uma vez, as imagens não fazem jus ao personagem, sendo este um raro caso onde a harmonia do estilo se realiza não só no corpo, mas no ambiente e em sua composição com a vida que o cerca, enciumada com tamanha plenitude.

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